Tireoidite de Hashimoto: O Que É, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

A Tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de Hipotireoidismo em diversas partes do mundo. Trata-se de uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar as células da tireoide, reduzindo gradualmente sua capacidade de produzir hormônios essenciais para o funcionamento do organismo.

Embora muitas pessoas convivam com a doença durante anos sem apresentar sintomas importantes, outras podem desenvolver alterações hormonais que afetam a energia, o metabolismo, o humor e a qualidade de vida. A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue controlar a doença e levar uma vida normal.

Neste artigo, você entenderá o que é a tireoidite de Hashimoto, quais são seus sintomas, como é feito o diagnóstico e quais tratamentos estão disponíveis.

Tireoidite de Hashimoto

O Que é a Tireoidite de Hashimoto?

A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune crônica.

Nessa condição, o sistema imunológico produz anticorpos que atacam a própria glândula tireoide, provocando inflamação e destruição gradual do tecido tireoidiano.

Com o passar do tempo, essa agressão reduz a produção dos hormônios tireoidianos, favorecendo o desenvolvimento do hipotireoidismo.

A doença pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente em mulheres adultas e pessoas com histórico familiar de doenças autoimunes.

Quais São os Sintomas?

Nos estágios iniciais, muitas pessoas não apresentam sintomas.

À medida que a função da tireoide diminui, podem surgir sinais relacionados ao hipotireoidismo.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • cansaço excessivo;
  • sonolência;
  • ganho de peso;
  • intolerância ao frio;
  • pele seca;
  • queda de cabelo;
  • unhas frágeis;
  • prisão de ventre;
  • dificuldade de concentração;
  • lapsos de memória;
  • desânimo;
  • voz mais rouca;
  • inchaço no rosto.

A intensidade dos sintomas varia de acordo com o grau da alteração hormonal.

A Tireoide Pode Aumentar?

Em alguns pacientes, a inflamação provoca aumento do tamanho da glândula, formando um bócio.

Quando isso ocorre, podem surgir:

  • sensação de pressão no pescoço;
  • desconforto ao engolir;
  • percepção de aumento na região anterior do pescoço.

Nem todas as pessoas com Hashimoto desenvolvem bócio.

O Que Causa a Doença?

A causa exata ainda não é completamente conhecida, mas acredita-se que a doença resulte da combinação de fatores genéticos e ambientais.

Entre os fatores associados estão:

  • predisposição genética;
  • histórico familiar de doenças autoimunes;
  • sexo feminino;
  • alterações hormonais;
  • excesso de iodo em situações específicas;
  • outras doenças autoimunes.

A presença desses fatores não significa que a doença necessariamente irá se desenvolver.

Como é Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico é baseado na combinação da avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem.

Exames de Sangue

Os principais exames incluem:

  • TSH;
  • T4 livre;
  • anticorpos antitireoidianos, especialmente anti-TPO e, em alguns casos, anti-tireoglobulina.

A presença desses anticorpos ajuda a confirmar a origem autoimune da doença.

Ultrassonografia

A ultrassonografia da tireoide pode mostrar alterações características da inflamação crônica, além de avaliar o tamanho da glândula e a presença de nódulos.

A Tireoidite de Hashimoto Sempre Causa Hipotireoidismo?

Não.

Algumas pessoas apresentam anticorpos positivos, mas mantêm níveis hormonais normais durante muitos anos.

Entretanto, existe maior risco de desenvolver Hipotireoidismo ao longo da vida, motivo pelo qual o acompanhamento periódico é importante.

Como é o Tratamento?

O tratamento depende da função da tireoide.

Quando ocorre hipotireoidismo, a principal terapia consiste na reposição hormonal com Levotiroxina.

O objetivo é restaurar níveis adequados dos hormônios tireoidianos e controlar os sintomas.

Durante o tratamento, o médico realiza exames periódicos para ajustar a dose conforme a necessidade de cada paciente.

Quando a função da tireoide permanece normal, muitas vezes não é necessário iniciar medicação, mas o acompanhamento clínico continua sendo recomendado.

Existe Cura?

A Tireoidite de Hashimoto não possui cura definitiva.

No entanto, a doença pode ser controlada de forma eficaz com acompanhamento médico e tratamento adequado quando ocorre deficiência hormonal.

A maioria dos pacientes mantém excelente qualidade de vida.

Possíveis Complicações

Sem tratamento adequado, o hipotireoidismo decorrente da doença pode favorecer:

  • aumento do colesterol;
  • doenças cardiovasculares;
  • infertilidade;
  • alterações menstruais;
  • complicações na gestação;
  • comprometimento da memória;
  • redução da qualidade de vida.

O diagnóstico precoce reduz significativamente esses riscos.

Tireoidite de Hashimoto e Gravidez

Mulheres com Hashimoto podem engravidar normalmente.

Entretanto, é importante que os níveis hormonais estejam adequadamente controlados antes da gestação e durante todo o pré-natal.

O acompanhamento conjunto entre endocrinologista e obstetra ajuda a garantir o desenvolvimento saudável da gravidez.

Como Conviver com a Doença?

Além do tratamento medicamentoso quando indicado, alguns hábitos contribuem para a saúde geral:

  • manter alimentação equilibrada;
  • praticar atividade física regularmente;
  • dormir bem;
  • comparecer às consultas de acompanhamento;
  • realizar exames periódicos;
  • utilizar corretamente a medicação prescrita.

Essas medidas favorecem o controle da doença e a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

A tireoidite de Hashimoto é uma doença grave?

Na maioria dos casos, não. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, os pacientes costumam levar uma vida normal.

Hashimoto sempre causa hipotireoidismo?

Não. Algumas pessoas permanecem com função tireoidiana normal por muitos anos, embora necessitem de acompanhamento periódico.

A doença é hereditária?

Existe predisposição genética, mas isso não significa que todos os familiares desenvolverão a doença.

Quem tem Hashimoto pode praticar exercícios físicos?

Sim. Após avaliação médica e com a função hormonal controlada, a atividade física é recomendada e traz diversos benefícios para a saúde.

Mantenha-se saudável e seguro. Para qualquer problema, consulte o Dr. Aglailton Menezes

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