As amígdalas fazem parte do sistema imunológico e estão localizadas na região posterior da garganta. Sua função é atuar como uma barreira de defesa contra micro-organismos que entram pela boca e nariz.
No entanto, às vezes, podem surgir alterações visíveis, como um nódulo na amígdala, que gera dúvidas e preocupação. Mas afinal: quando é algo passageiro e quando é preciso se preocupar?

O que pode ser um nódulo na amígdala?
Um nódulo nessa região pode se manifestar como:
Um aumento localizado da própria amígdala;
Pequenos pontos brancos, amarelados ou avermelhados;
Massa endurecida ou irregular que altera a simetria das amígdalas.
As causas podem variar de infecções benignas a lesões malignas.
Causas benignas mais comuns
- Amigdalite bacteriana ou viral
Provoca aumento das amígdalas, com pontos esbranquiçados (pus).
Sintomas associados: dor de garganta intensa, febre, mau hálito, dificuldade para engolir.
- Cálculo amigdaliano (tonsilólito)
Pequenas pedras formadas por restos de alimentos, muco e células mortas que se acumulam nas criptas das amígdalas.
Se apresentam como nódulos brancos ou amarelados, muitas vezes associados a mau hálito.
Normalmente inofensivos, mas incômodos.
- Abscesso periamigdaliano
Complicação de amigdalite não tratada.
Forma um nódulo com pus ao lado da amígdala, causando dor intensa, dificuldade para abrir a boca e febre alta.
Requer drenagem e antibióticos.
- Cistos benignos
Nódulos arredondados e indolores que podem aparecer nas amígdalas.
Em geral, não representam risco.
Causas malignas
- Carcinoma de células escamosas
O câncer mais comum que pode afetar as amígdalas.
Está fortemente associado a tabagismo, consumo de álcool e infecção por HPV.
Manifesta-se como um nódulo endurecido, irregular, muitas vezes ulcerado.
- Linfoma
Pode se apresentar como aumento assimétrico de uma das amígdalas.
Geralmente indolor, mas com crescimento rápido.
Sinais de alerta
Um nódulo na amígdala deve ser avaliado por um médico se houver:
Assimetria (uma amígdala maior que a outra sem infecção aparente);
Crescimento progressivo do nódulo;
Dor persistente ou dificuldade para engolir;
Rouquidão ou alteração na voz;
Sangramentos frequentes na garganta;
Presença de linfonodos aumentados no pescoço;
Perda de peso sem explicação;
Histórico de tabagismo, etilismo ou HPV.
Exames diagnósticos
Exame clínico (oroscopia e palpação) → primeira avaliação.
Nasofibrolaringoscopia → permite visualizar detalhadamente a amígdala e estruturas próximas.
Exames de imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância) → para avaliar extensão de lesões.
Biópsia → fundamental para diferenciar causas benignas de malignas.
Tratamento
Amigdalite bacteriana → antibióticos e analgésicos.
Amigdalite viral → repouso, hidratação e sintomáticos.
Cálculo amigdaliano → pode ser removido manualmente ou, em casos recorrentes, indicar cirurgia (amigdalectomia).
Abscesso periamigdaliano → drenagem cirúrgica + antibióticos.
Cistos benignos → podem ser removidos cirurgicamente se causarem sintomas.
Tumores malignos → tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio.
Prevenção
Manter boa higiene oral para evitar formação de cálculos.
Tratar amigdalites de forma adequada para prevenir complicações.
Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Vacinação contra HPV como medida preventiva de alguns tipos de câncer de orofaringe.
Mantenha-se saudável e seguro. Para qualquer problema, consulte o Dr. Aglailton Menezes