O câncer linfático, também conhecido como linfoma, é uma neoplasia que afeta o sistema linfático — parte fundamental do sistema imunológico. Um dos primeiros sinais mais comuns dessa doença é o aparecimento de nódulos linfáticos aumentados, também chamados popularmente de “ínguas”.

Neste artigo, vamos explicar o que é o câncer linfático, quais são os sinais de alerta, como identificar nódulos suspeitos e qual o caminho para o diagnóstico precoce.
📌 O que é o câncer linfático?
O câncer linfático se origina nos linfócitos, células de defesa do organismo. Ele pode ocorrer em qualquer parte do corpo onde existam gânglios linfáticos (pescoço, axilas, virilha, mediastino, abdômen), mas também pode afetar órgãos como baço, fígado e medula óssea.
Os dois principais tipos são:
Linfoma de Hodgkin (LH)
Linfoma não Hodgkin (LNH) – grupo mais amplo e diverso
📍 Nódulo linfático: o primeiro sinal
Na maioria dos casos, o primeiro sinal do linfoma é o aumento de linfonodos (gânglios), que podem surgir principalmente no:
Pescoço
Axilas
Região supraclavicular (acima da clavícula)
Virilha
⚠ Características de um nódulo suspeito:
Característica Detalhe
Indolor Ao contrário das infecções, os nódulos do linfoma geralmente não doem
Crescimento progressivo Aumentam de tamanho com o tempo
Duros e fixos Podem ser mais firmes e imóveis ao toque
Não desaparecem Permanecem por mais de 2-3 semanas
🧭 Outros sintomas associados ao câncer linfático
Além dos nódulos aumentados, é comum que o linfoma se manifeste com os chamados sintomas B, que incluem:
Febre persistente, principalmente à noite
Suor noturno excessivo
Perda de peso inexplicada
Fadiga constante
Coceira generalizada na pele
Tosse ou falta de ar (casos com linfonodos no tórax)
Esses sintomas devem levantar suspeita, especialmente quando associados a linfonodos aumentados.
🔬 Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do câncer linfático não pode ser feito apenas pelo exame físico. São necessários exames complementares, como:
Exames de imagem:
Ultrassonografia do nódulo
Tomografia computadorizada
PET-CT (para avaliar a extensão da doença)
Biópsia do linfonodo:
É o exame mais importante. Um pedaço do gânglio (ou ele inteiro) é retirado para análise histopatológica.
Exames laboratoriais:
Hemograma, LDH, VHS, sorologias e outros marcadores.
Punção lombar ou biópsia de medula óssea:
Em alguns casos, para ver se há envolvimento do sistema nervoso central ou medula.
🧠 Causas e fatores de risco
A causa exata dos linfomas ainda não é totalmente conhecida, mas alguns fatores de risco foram identificados:
Infecções virais (EBV, HIV, HTLV)
Sistema imunológico enfraquecido
Exposição a produtos químicos (agrotóxicos, solventes)
Doenças autoimunes
História familiar de linfoma
🩺 Quando procurar um médico?
Procure atendimento com um clínico geral, hematologista ou otorrinolaringologista se você apresentar:
Nódulo persistente por mais de 3 semanas
Íngua dura, que não dói
Crescimento de nódulos em várias regiões
Febre prolongada e sudorese noturna
Perda de peso não intencional
✅ Conclusão
O aumento de nódulos linfáticos indolores pode ser o primeiro sinal de um câncer linfático. Embora muitas causas de ínguas sejam benignas e infecciosas, nódulos persistentes, endurecidos e com sintomas associados devem ser investigados com urgência.
O diagnóstico precoce do linfoma permite tratamentos mais eficazes e maiores chances de cura.
Cuide da sua saúde com quem entende do assunto. Agende sua consulta com o Dr. Aglailton Menezes e dê o primeiro passo para o seu bem-estar.
Mantenha-se saudável e seguro.